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Resenha de Assassin’s Creed III

Cuidado. Spoilers leves sobre o roteiro.

O quinto jogo da franquia se passa no século XVIII durante a Revolução Americana (independência dos EUA) e como de costume na série, somos apresentados a versões de figuras e eventos históricos desse período. Também conhecemos um terceiro protagonista, o que motivou essa iteração a se chamar Assassin’s Creed III.

O novo herói é Ratonhnhaké:ton (pronuncia-se ‘radunraguédun’ ) da tribo dos Kanienké:haka (apache), filho de mãe índia Kaniehti:io (pronuncia-se ‘kaniedzío’) e pai inglês Haytham Kenway, que se conhecem e se envolvem quando Haytham descobre um artefato que o leva a viajar para as colônias americanas para procurar uma sala cofre da Primeira Civilização a fim de descobrir seus segredos.

Após sua aldeia ser atacada por Templários que buscam estender seu domínio na região, Ratonhnhaké:ton, ainda criança, é instruído a procurar a Irmandade dos Assassinos para proteger a região de seus inimigos milenares. Ele encontra Achilles, o primeiro assassino das colônias, agora um idoso quebrado que vive em uma mansão mal cuidada. Este rebatiza Ratonhnhaké:ton como Connor e ensina a ele a filosofia dos Assassinos, além de educá-lo em várias disciplinas pelo restante de sua infância e adolescência até o início de sua idade adulta. A partir de então, Connor passa a lutar junto às tropas patriotas (pró colônias americanas) contra o exército inglês e os Templários infiltrados nele.

Enquanto isso, no presente, Desmond Miles e os demais Assassinos encontram a mesma sala que Haytham procurou e passam a fazer missões de recuperação de fontes de energia adequadas ao redor do mundo, procurando sempre chegar na frente da Abstergo, a empresa que representa os Templários na época atual. Uma dessas missões se passa no Brasil durante um evento de MMA. Mais atual, impossível.

Para dar um tempo da história, o jogo oferece diversas atividades e desafios, como caça de animais, missões de entrega de itens, clube da luta e a mais inovadora: missões navais! Connor é o capitão de um navio cheio de canhões e seus artilheiros ansiosos para transformar navios inimigos em destroços. Você deve gritar aos seus marujos o quanto de velas devem ser abertas para controlar a velocidade do navio e prestar atenção a tempestades com ondas gigantes que podem te causar dano. Estão disponíveis upgrades para seu navio conseguir enfrentar as missões mais difíceis.

Como em Brotherhood e Revelations, você pode mandar seus recrutas assassinos para outras colônias para executarem missões e se desenvolverem, aumentando sua eficiência quando você precisa de ajuda em certas missões e combates. Foram introduzidas novas formas de interação com seus assassinos. É interessante ler os artigos da Base de Dados Animus conforme eles são disponibilizados pelo colega de Desmond, Shaun Hastings, que tempera seus textos com um humor muito sarcástico. Os minigames de tower defense de Revelations foram piedosamente descartados nesta versão.

A economia sofreu uma mudança muito bem vinda em relação ao jogo anterior: em vez de atualizar casas de ferreiro, bancos e alfaiates, você convida pessoas habilidosas a morarem na fazenda de Achilles e desenvolverem suas atividades ali. Elas disponibilizam suas matérias-primas para você combiná-los em produtos e exportá-los para outras cidades e países por meio de comboios terrestres ou navais e ganhar dinheiro com isso. Pelo mesmo mecanismo, você pode obter armas e upgrades para seus suprimentos, como aljavas maiores para suas flechas. No geral, a economia é mais significativa nesta versão do que nas anteriores.

Na parte técnica chama a atenção o novo engine AnvilNext, que permite escalar árvores e andar em seus galhos, andar e correr na neve alta demonstrando dificuldade. O combate ficou mais fluido, o que resolveu esse grande ponto fraco na série como um todo. O controle do personagem está mais distante da forma de controle de marionete tradicional na franquia, sendo uma tendência iniciada em Assassin’s Creed Revelations e agora mais impactante na jogabilidade.

Para quem não se dá bem com o idioma inglês, estão disponíveis para todas as plataformas legendas e dublagens em português do Brasil.

O jogo multiplayer chegou à maturidade, melhorando um pouco em relação ao Revelations, que já era bom. Ganhou o modo Matilha de Lobos, em que jogadores humanos devem assassinar inimigos controlados pela inteligência artificial antes que o tempo acabe. Cada assassinato entrega pontos que aumentam o tempo restante. As chaves para grandes pontuações são a discrição e os assassinatos sincronizados, quando você e seus colegas eliminam seus alvos ao mesmo tempo.

O multijogador também oferece uma série de recompensas para os jogadores se desenvolverem ao nível máximo e cumprirem seus desafios: itens de personalização, artigos da Abstergo e versões alternativas de vídeos do modo história. Ele também introduz micro transações com dinheiro real para se adquirir itens de jogo que normalmente são disponíveis apenas por meio de evolução ou cumprimento de desafios.

O saldo geral é muito positivo: a história envolvente e o multiplayer empolgante proporcionam muitas horas de diversão.

Pontos positivos

  • Personagens muito bem construídos
  • O roteiro é uma aula de como contar uma história
  • Missões navais!!!
  • Novas mecânicas de jogo (combate, saúde, upgrades, exploração de mapas)
  • Índios falando no idioma apache conferem autenticidade
  • Vídeo introdutório com o resumo dos jogos anteriores e dublagem e legendagem em português tornam o jogo mais acessível

Pontos negativos

  • A nova forma de controlar o personagem não é uma evolução em relação ao controle “marionete” e dificulta a vida dos fãs antigos da série, principalmente em momentos decisivos.
  • O mecanismo de economia tem usabilidade ruim, é meio chato e exige mais tempo do que estou disposto a gastar com ela
  • Muitos bugs, glitches, tilts, trecos e piripaques

Respondam nos comentários quem já jogou ACIII e o que achou dessa obra. Que partes do jogo chamam à atenção positivamente? Gostaram da mudança nos controles? O que acharam do final?

Desventuras de Assassinos Brasileiros – Episódio 2

link no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=PTP3ag0m_D4

Inside Assassin’s Creed III – Parte 3/4 [Legendado]

link no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=PBHW30dSz6o

Assassin’s Creed: Revelations

Neste jogo Ezio parte para Masyaf para desvendar os segredos da biblioteca construída por Altaïr Ibn La’Ahad. É interrompido por templários que buscam os mesmos segredos e parte para Constantinopla (atual Istambul, capitão da Turquia) para procurar pelas chaves que abrem as maciças portas da biblioteca, correndo contra os templários. Lá descobre que a cidade está tomada por templários bizantinos, que lutam contra o poder do sultão otomano, e ajuda a organizar e treinar o clã de assassinos locais.

Uma sacada muito boa do jogo é uma cena no começo, quando Ezio encontra Yusuf, o líder dos assassinos locais, e se refere ao advento do sultanato como a queda de Constantinopla, enquanto Yusuf se refere ao mesmo acontecimento como a conquista de Konstantynnie. Apesar de ambos serem da Irmandade dos Assassinos, isso evidencia suas diferenças culturais.

Neste jogo, Sophia Sartori, uma mulher nascida em Veneza e moradora de Constantinopla (ou Konstantynnie), faz o papel de Leonardo da Vinci nos dois jogos anteriores e ajuda Ezio decifrando anotações em um mapa que revela os livros de Nicolau Polo e anotações nestes, que marcam as localizações das chaves de Masyaf. Cada chave é também uma memória de Altaïr (ele aprendeu a armazená-las devido ao seu prolongado estudo do Pedaço do Eden, tecnologia da Primeira Civilização). Ezio tem acesso a essas memórias e por elas testemunhamos o que acontece com Altaïr após o primeiro jogo da série, até o fim de sua vida, que foi um momento brilhantemente realizado pela Ubisoft, embora a motivação para seu último ato tenha ficado um tanto obscura. Alguém me explica melhor?

Similares aos templar lairs dos dois jogos anteriores, onde se exercitava as habilidades de escalar paredes para buscar as chaves para obter as armaduras de Altaïr e Brutus, são os lugares onde se encontram as chaves de Masyaf, e por isso sua visita se torna obrigatória.

Em meio à luta contra os templários bizantinos e a procura pelas chaves, Ezio se aproxima do príncipe Solimão, neto do sultão e dividido pela guerra entre seu pai e seu tio pelo trono do sultão doente. Posteriormente descobre que o tio em guerra está ligado aos templários e também está atrás dos segredos de Altaïr.

Algumas poucas vezes a história de Ezio é interrompida e você passa a controlar Desmond Miles em um espaço de memória do Animus em que ele foi colocado emergencialmente após seu colapso no final de Brotherhood. Na Ilha Animus ele recebe ajuda do agente Dezesseis para recompor sua mente e poder voltar ao seu corpo. Parte desse processo envolve revisitar sua memória em fases de plataforma que, me parece, foram feitas para substituir os quebra-cabeças espalhados pelo Dezesseis em AC II e Brotherhood. São fases meio chatinhas, mas piedosamente curtas e opcionais.

Treinamento de recrutas, envio deles para missões em outras cidades e Defesa de Covil oferecem diferentes tipos de pausas ao andamento da história. A defesa de covil acontece quando seu status passa a ser notório e você continua chamando a atenção dos guardas. Nesse caso os bizantinos invadem um dos covis dos Assassinos e você deve agir como um mestre, posicionando assassinos e barricadas para conter o avanço dos templários. Bem difícil, requer alguma aptidão para o gênero tower defense.

São novos os modos multiplayer deathmatch – semelhante ao Wanted do Brotherhood mas em cenário bem menor -, o modo Corruption – em que um único jogador começa com o papel de perseguidor e suas vítimas passam a perseguir as vítimas restantes – e um outro modo em que você escolhe livremente qual dos demais jogadores será seu alvo. Os modos Alliance e Advanced Alliance deixam de existir. O multiplayer passou a exigir que a cada alvo designado você conquiste o status de incógnito, para assim ganhar mais pontos pelo assassinato, tornando o jogo mais recompensador para quem tem habilidade e paciência. Os jogadores que cumprem suas missões sem furtividade nenhuma ganham pouquíssimos pontos.

Pontos positivos

  • Cenário belíssimo.
  • Novos modos multiplayer são interessantes.
  • Multiplayer premia jogadores mais habilidosos.
  • Ezio muito bem caracterizado como um homem de meia idade.

Pontos negativos

  • Bombas não acrescentam à jogabilidade.
  • Itens de arquitetura urbana comuns aos demais jogos da séries, mesmo estando em lugares com culturas diferentes.
  • Não explica nadinha sobre os porquês e os depois do final do jogo anterior.
  • Mais um final de jogo totalmente enigmático, que não explica nada do que há por vir, mas ao mesmo tempo, te tira o sono pensando nisso.

Sou suspeito pra falar dessa série, mas acho que foi um jogo muitíssimo bem feito, embora seu roteiro não seja empolgante como o de AC II. É mais do mesmo, mas eu gosto demais.

Recomendo fortemente que assistam a animação Assassin’s Creed: Embers, disponível na PS Store por um punhadinho de doletas, para saber o que acontece com Ezio depois deste jogo. Muito mais bem feita e com história mais legal que aquela porcaria stop motion chata que foi Assassin’s Creed: Ascendance.

Quem mais jogou esse jogo? Tem alguma impressão diferente? Se divertiu com o multiplayer?

Assassin x Ninja – stop motion

link no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=n7h9SoXhLcg

Assassins Creed Revelations


Com preço na pré-venda em R$149 no Brasil, o jogo promete… (lembrando que terá legendas em pt).
Mais info no site oficial do jogo no Brasil.

link no youtube:http://www.youtube.com/watch?&v=0lKqPTaMnJY#!

Assassins Creed Revelation – trailer de lançamento


Ansiosos ?

link no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=8Rzfrzum5qM


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