Archive for the 'GustavoCocina' Category

Resenha de God of War Ascension

A sexta parte de uma das principais franquias da Sony se passa cronologicamente antes de todos os outros. Se você ainda não jogos os demais, fica o aviso que este jogo tem um spoiler importante.

Em God of War Ascension, Kratos rompe sua jura ao deus da guerra Ares e é perseguido e capturado por Tisífone, Megera e Alecto, da lenda grega das Fúrias (ou Erínias), entidades que personificam a vingança. Kratos busca derrotá-las e, com isso, livrar-se efetivamente de seu vínculo a Ares.

Uma crítica comum a todos os jogos da franquia era o combate simples, que deu origem à piada acima. Finalmente esse ponto fraco foi revisto de maneira convincente pelo estúdio Santa Monica e agora deve-se abordar cada batalha com alguma tática, em vez de simplesmente apertar o botão quadrado dezenas de vezes.

Boa mudança na jogabilidade são as armas encontradas no cenário e tomadas de inimigos. A lança e a funda são armas de arremesso. O escudo, a espada e o tacape pesado são armas corpo a corpo. Todas podem ser usadas em combinação com os ataques normais.

As magias foram outro aspecto que sofreram grandes mudanças. Elas afetam os golpes que podem ser dados com as Blades of Chaos.
Faço menção honrosa à dublagem em português do Brasil, que está acima da média de outros jogos. Kratos foi muito bem interpretado, embora não à altura de Terrence ‘T.C.’ Carson, o dublador original do personagem.


Habemus multiplayer

O modo multijogador introduzido em Ascension é uma alternativa muito melhor para aumentar a vida útil do jogo do que os desafios existentes nas versões anteriores. Tem um modo deathmatch, um deathmatch de times e também um modo cooperativo. Em todos eles, além de descer o sarrafo impiedosamente em outros guerreiros ou monstros, pode-se interagir com o cenário para cumprir objetivos e ganhar pontos.

No multiplayer, seu guerreiro ganha poderes e progride de acordo com o deus a quem ele jura lealdade e pode ser personalizado com arma, armadura, itens e marcas (tatuagens) semelhantes à de Kratos.

Pontos positivos

  • Combate melhorado
  • Cenários e personagens muito bem detalhados
  • Modo multiplayer

Pontos negativos

  • O sistema de progressão das magias poderia ter sido melhor.
  • Patches estão deixando o jogo desnecessariamente mais fácil.

E vocês, o que acharam do jogo? O que melhorou e o que piorou?

God of War: Ascension – Comercial live action do Super Bowl 2013

Link no Youtube.

Resenha de Assassin’s Creed III

Cuidado. Spoilers leves sobre o roteiro.

O quinto jogo da franquia se passa no século XVIII durante a Revolução Americana (independência dos EUA) e como de costume na série, somos apresentados a versões de figuras e eventos históricos desse período. Também conhecemos um terceiro protagonista, o que motivou essa iteração a se chamar Assassin’s Creed III.

O novo herói é Ratonhnhaké:ton (pronuncia-se ‘radunraguédun’ ) da tribo dos Kanienké:haka (apache), filho de mãe índia Kaniehti:io (pronuncia-se ‘kaniedzío’) e pai inglês Haytham Kenway, que se conhecem e se envolvem quando Haytham descobre um artefato que o leva a viajar para as colônias americanas para procurar uma sala cofre da Primeira Civilização a fim de descobrir seus segredos.

Após sua aldeia ser atacada por Templários que buscam estender seu domínio na região, Ratonhnhaké:ton, ainda criança, é instruído a procurar a Irmandade dos Assassinos para proteger a região de seus inimigos milenares. Ele encontra Achilles, o primeiro assassino das colônias, agora um idoso quebrado que vive em uma mansão mal cuidada. Este rebatiza Ratonhnhaké:ton como Connor e ensina a ele a filosofia dos Assassinos, além de educá-lo em várias disciplinas pelo restante de sua infância e adolescência até o início de sua idade adulta. A partir de então, Connor passa a lutar junto às tropas patriotas (pró colônias americanas) contra o exército inglês e os Templários infiltrados nele.

Enquanto isso, no presente, Desmond Miles e os demais Assassinos encontram a mesma sala que Haytham procurou e passam a fazer missões de recuperação de fontes de energia adequadas ao redor do mundo, procurando sempre chegar na frente da Abstergo, a empresa que representa os Templários na época atual. Uma dessas missões se passa no Brasil durante um evento de MMA. Mais atual, impossível.

Para dar um tempo da história, o jogo oferece diversas atividades e desafios, como caça de animais, missões de entrega de itens, clube da luta e a mais inovadora: missões navais! Connor é o capitão de um navio cheio de canhões e seus artilheiros ansiosos para transformar navios inimigos em destroços. Você deve gritar aos seus marujos o quanto de velas devem ser abertas para controlar a velocidade do navio e prestar atenção a tempestades com ondas gigantes que podem te causar dano. Estão disponíveis upgrades para seu navio conseguir enfrentar as missões mais difíceis.

Como em Brotherhood e Revelations, você pode mandar seus recrutas assassinos para outras colônias para executarem missões e se desenvolverem, aumentando sua eficiência quando você precisa de ajuda em certas missões e combates. Foram introduzidas novas formas de interação com seus assassinos. É interessante ler os artigos da Base de Dados Animus conforme eles são disponibilizados pelo colega de Desmond, Shaun Hastings, que tempera seus textos com um humor muito sarcástico. Os minigames de tower defense de Revelations foram piedosamente descartados nesta versão.

A economia sofreu uma mudança muito bem vinda em relação ao jogo anterior: em vez de atualizar casas de ferreiro, bancos e alfaiates, você convida pessoas habilidosas a morarem na fazenda de Achilles e desenvolverem suas atividades ali. Elas disponibilizam suas matérias-primas para você combiná-los em produtos e exportá-los para outras cidades e países por meio de comboios terrestres ou navais e ganhar dinheiro com isso. Pelo mesmo mecanismo, você pode obter armas e upgrades para seus suprimentos, como aljavas maiores para suas flechas. No geral, a economia é mais significativa nesta versão do que nas anteriores.

Na parte técnica chama a atenção o novo engine AnvilNext, que permite escalar árvores e andar em seus galhos, andar e correr na neve alta demonstrando dificuldade. O combate ficou mais fluido, o que resolveu esse grande ponto fraco na série como um todo. O controle do personagem está mais distante da forma de controle de marionete tradicional na franquia, sendo uma tendência iniciada em Assassin’s Creed Revelations e agora mais impactante na jogabilidade.

Para quem não se dá bem com o idioma inglês, estão disponíveis para todas as plataformas legendas e dublagens em português do Brasil.

O jogo multiplayer chegou à maturidade, melhorando um pouco em relação ao Revelations, que já era bom. Ganhou o modo Matilha de Lobos, em que jogadores humanos devem assassinar inimigos controlados pela inteligência artificial antes que o tempo acabe. Cada assassinato entrega pontos que aumentam o tempo restante. As chaves para grandes pontuações são a discrição e os assassinatos sincronizados, quando você e seus colegas eliminam seus alvos ao mesmo tempo.

O multijogador também oferece uma série de recompensas para os jogadores se desenvolverem ao nível máximo e cumprirem seus desafios: itens de personalização, artigos da Abstergo e versões alternativas de vídeos do modo história. Ele também introduz micro transações com dinheiro real para se adquirir itens de jogo que normalmente são disponíveis apenas por meio de evolução ou cumprimento de desafios.

O saldo geral é muito positivo: a história envolvente e o multiplayer empolgante proporcionam muitas horas de diversão.

Pontos positivos

  • Personagens muito bem construídos
  • O roteiro é uma aula de como contar uma história
  • Missões navais!!!
  • Novas mecânicas de jogo (combate, saúde, upgrades, exploração de mapas)
  • Índios falando no idioma apache conferem autenticidade
  • Vídeo introdutório com o resumo dos jogos anteriores e dublagem e legendagem em português tornam o jogo mais acessível

Pontos negativos

  • A nova forma de controlar o personagem não é uma evolução em relação ao controle “marionete” e dificulta a vida dos fãs antigos da série, principalmente em momentos decisivos.
  • O mecanismo de economia tem usabilidade ruim, é meio chato e exige mais tempo do que estou disposto a gastar com ela
  • Muitos bugs, glitches, tilts, trecos e piripaques

Respondam nos comentários quem já jogou ACIII e o que achou dessa obra. Que partes do jogo chamam à atenção positivamente? Gostaram da mudança nos controles? O que acharam do final?

Filho de pai gamer

Esse é meu filhote mais velho. Tenho a impressão que ele vai gostar de jogar videogame.

Essa semana ele e meu caçulinha se revezaram no iPad e finalizaram o jogo Power Rangers Samurai Steel, mostrando espírito de cooperação.

A jogabilidade do Power Rangers é como um Infinity Blade simplificado para crianças.

Terminada a jogatina no iPad, apresentei a ele o Little Big Planet. Inicialmente ele teve dificuldade em controlar simultaneamente o analógico e o botão de pulo. Ele tem três anos e vidas inteiras (!!!) pela frente.

Conte nos comentários quem já teve o prazer de ensinar os filhos (ou sobrinhos ou irmãos mais novos) a jogar.

Dicas PSN Brasil

Acho caros os jogos da PSN brasileira, principalmente os que também são vendidos em disco. Mesmo alguns jogos mais antigos passam de R$ 150,00. Outros mais antigos ainda estão de R$ 85,00 para cima. Na grande maioria dos casos é mais barato importar.

No entanto, DLCs e jogos exclusivamente para download têm preço bem próximo ao da PSN americana, principalmente com a alta recente do dólar.

Hoje garimpei algumas dicas:

  • Sonic 4 Episode II: 30,99
  • Motorstorm RC: R$ 20,99
  • Datura: R$ 20,99
  • Scott Pilgrim vs the World + DLC: R$ 16,99
  • UFC Undisputed 3 Fighter Pack: Contenders Pack: R$ 6,49
  • Journey: R$ 30,99
  • God of War: Origins Collection: R$ 84,99
  • Borderlands: R$ 69,99

Tomara que esses preços não sejam reajustados de acordo com o câmbio.

inFamous: Festival of Blood‏

Este não é uma expansão nem continuação. É um episódio à parte da cronologia da saga, em que Zeke narra a uma garota no bar os acontecimentos de uma noite em que New Marais é infestada por vampiros. É vendido exclusivamente na PSN.

Ao escutar gritos vindos de uma igreja, Cole investiga e é mordido por Bloody Mary, a líder vampira, que o avisa que ao amanhecer ele se tornará escravo dela para sempre. Cole tem poucas horas para encontrar uma cruz especial para derrotar Bloody Mary e voltar ao normal.

Aqui não há karma; os poderes de Cole progridem de uma única maneira conforme o jogo avança e você executa certas tarefas. Além dos poderes elétricos, Cole recebe o poder vampírico de se transformar em um banco de morcegos e voar rapidamente até um local. Esse poder também pode evoluir para durar mais tempo e deve ser recarregado sugando o sangue de civis e enfiando estacas em vampiros. Cole também ganha a visão vampírica, que o permite distinguir entre humanos e vampiros disfarçados. Cole perde seu Amp e improvisa uma grande estaca de madeira para seus ataques corpo-a-corpo.

Este jogo se limita à parte Sul de New Marais e os únicos inimigos são vampiros de diferentes tipos, cada um exigindo uma tática diferente para ser derrotado. Os mais difíceis são os primogênitos, que se disfarçam de humanos e, se você os morde sem perceber, começam a vampirizar rapidamente as pessoas próximas, dificultando muito a batalha.

Um detalhe legal é que Bloody Mary passa a noite inteira (que é a duração da aventura) disponível para lutar no cemitério da cidade, mas a derrota é certa sem a referida cruz.

inFamous: Festival of Blood usa o mesmo engine de inFamous 2 e também permite criação e compartilhamento de missões.

 

Pontos positivos

  • Os poderes vampíricos renovam o universo do jogo.
  • Narração do Zeke.
  • Final muito engraçado.
  • É barato. Deve estar custando uns 8 obamas atualmente. Eu peguei em promoção por pouco menos de 4 libras.

Pontos negativos

  • Muito curto. Deve ter umas 4 horas de duração. Ao menos equilibra o custo/benefício, por ser barato.
  • Não há muito o que se fazer após finalizar o jogo.
  • Não há um atrativo que te faça jogar novamente.

 

E vocês, o que acharam do jogo? Acreditam que uma continuação seria bem-vinda?

inFamous 2

Nesta continuação de inFamous, algum tempo após derrotar Kessler, o homem elétrico Cole McGrath é atacado pel’A Besta em Empire City e sacrifica seus poderes em um ataque de máxima intensidade para derrotá-la temporariamente.

Em seguida seu novo contato no FBI o informa que na cidade de New Marais há um cientista que desenvolveu a Ray Sphere e pode restaurar sua força e desenvolver uma forma de derrotar A Besta. Cole viaja para lá e começa a corrida contra o tempo: enquanto Cole se recupera, A Besta sente sua localização e começa a viajar em sua direção, deixando um rastro de destruição e morte pelo sudeste dos EUA.

Em New Marais, descobre uma cidade atingida pela mesma praga que dizimou a população de Empire City: a radiação da Ray Sphere. New Marais é dominada por três facções: uma milícia armada criada por um milionário influente para suplantar a autoridade policial, uma nova geração de conduítes (como são chamadas as pessoas que possuem genes ativados pela radiação da Ray Sphere) com poderes baseados no gelo e por último, mutantes do Pântano, criados em laboratório a partir de conduítes.

A jogabilidade é quase a mesma do antecessor. Cole escala prédios, flutua temporariamente e desliza por cabos elétricos. Executa os mesmos tipos de missões e desenvolve poderes diferentes de acordo com suas decisões kármicas. Uma primeira análise indica que é mais do mesmo, mas a história coesa, o roteiro marcante e as melhorias gráficas renovam a experiência.

A progressão dos poderes ficou diferente: eles são destravados quando se executa certas tarefas e, em vez de simplesmente aumentar a força dos ataques, ganham formas diferentes de uso. Por exemplo, o raio tem modos para ser espalhado para atingir vários inimigos ou ganhar potência para matar alguém mais rápido ou ganhar alcance para atingir alvos a grande distância. A granada pode se espalhar para atingir uma área maior ou colar em um inimigo ou congelar o inimigo atingido. Sim, existem alguns poderes de gelo.

Cole também ganhou uma arma, o Amp, uma espécie de tacape de metal em formato de Y usado em ataques corpo-a-corpo, que levam a bonitas sequências de golpes finalizadores que repõem sua energia.

Uma boa novidade são as missões em conjunto com as personagens secundárias Kuo e Nix, uma possui poderes baseados no gelo e representa o lado heróico do karma e outra possui poderes mais voltados ao fogo e representa o karma inFame.

Na parte gráfica, os personagens ganharam muito mais detalhes, principalmente no rosto. Os cenários foram muito bem construídos. New Marais é uma versão imaginária de New Orleans pós-Katrina e sua área inundada é a mais surpreendente.

inFamous 2 conta com um modo de criação e compartilhamento de missões, em que se escolhe cenário, inimigos, objetos, objetivos e até mesmo diálogos por texto e cutscenes. Joguei diversas missões da comunidade e achei verdadeiras pérolas, que vão desde um Pac-man em terceira pessoa até exercícios de escalada no limite da atmosfera.

 

Pontos positivos

  • História cativante. A junção dos dois jogos forma uma verdadeira saga.
  • Decisões kármicas mais significativas, levando a uma inesperada reviravolta e finais surpreendentes e tocantes.
  • Aprofundamento nos personagens secundários, mais empáticos.

Pontos negativos

  • Poderia ser um pouco mais difícil. É bem fácil de finalizar, mesmo no modo de dificuldade maior.
  • O novo dublador do Cole é meio canastrão.
  • Poderia haver mais variedade de missões.

E vocês, o que acharam deste jogo? É para manter na coleção ou passar para frente após ver os dois finais? Será que rola uma continuação? Alguém aí ainda não jogou o primeiro inFamous?


Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 202 outros seguidores

Comentários

Ivan Carlos em Teste
Talvane em Teste
Raphael Aguiar em Teste
Renato Reish em Teste
Leonardo Passos em Teste
Leonardo Passos em Teste
Adriano Gorrasi em Teste
Luciano em Teste
Rodrigo Silveira em Teste
Papaidilda em Teste
ricardo em Logitech Driving Force GT
Ana em Patrulha Estelar (Star Bl…
Vitor em Comando do pessoal do blog no…
Karl Willy klumpp em Comando do pessoal do blog no…
anderson em Logitech Driving Force GT

Twitter – RSeiti

Twitter – Bruno Juliao