Assassin’s Creed: Revelations

Neste jogo Ezio parte para Masyaf para desvendar os segredos da biblioteca construída por Altaïr Ibn La’Ahad. É interrompido por templários que buscam os mesmos segredos e parte para Constantinopla (atual Istambul, capitão da Turquia) para procurar pelas chaves que abrem as maciças portas da biblioteca, correndo contra os templários. Lá descobre que a cidade está tomada por templários bizantinos, que lutam contra o poder do sultão otomano, e ajuda a organizar e treinar o clã de assassinos locais.

Uma sacada muito boa do jogo é uma cena no começo, quando Ezio encontra Yusuf, o líder dos assassinos locais, e se refere ao advento do sultanato como a queda de Constantinopla, enquanto Yusuf se refere ao mesmo acontecimento como a conquista de Konstantynnie. Apesar de ambos serem da Irmandade dos Assassinos, isso evidencia suas diferenças culturais.

Neste jogo, Sophia Sartori, uma mulher nascida em Veneza e moradora de Constantinopla (ou Konstantynnie), faz o papel de Leonardo da Vinci nos dois jogos anteriores e ajuda Ezio decifrando anotações em um mapa que revela os livros de Nicolau Polo e anotações nestes, que marcam as localizações das chaves de Masyaf. Cada chave é também uma memória de Altaïr (ele aprendeu a armazená-las devido ao seu prolongado estudo do Pedaço do Eden, tecnologia da Primeira Civilização). Ezio tem acesso a essas memórias e por elas testemunhamos o que acontece com Altaïr após o primeiro jogo da série, até o fim de sua vida, que foi um momento brilhantemente realizado pela Ubisoft, embora a motivação para seu último ato tenha ficado um tanto obscura. Alguém me explica melhor?

Similares aos templar lairs dos dois jogos anteriores, onde se exercitava as habilidades de escalar paredes para buscar as chaves para obter as armaduras de Altaïr e Brutus, são os lugares onde se encontram as chaves de Masyaf, e por isso sua visita se torna obrigatória.

Em meio à luta contra os templários bizantinos e a procura pelas chaves, Ezio se aproxima do príncipe Solimão, neto do sultão e dividido pela guerra entre seu pai e seu tio pelo trono do sultão doente. Posteriormente descobre que o tio em guerra está ligado aos templários e também está atrás dos segredos de Altaïr.

Algumas poucas vezes a história de Ezio é interrompida e você passa a controlar Desmond Miles em um espaço de memória do Animus em que ele foi colocado emergencialmente após seu colapso no final de Brotherhood. Na Ilha Animus ele recebe ajuda do agente Dezesseis para recompor sua mente e poder voltar ao seu corpo. Parte desse processo envolve revisitar sua memória em fases de plataforma que, me parece, foram feitas para substituir os quebra-cabeças espalhados pelo Dezesseis em AC II e Brotherhood. São fases meio chatinhas, mas piedosamente curtas e opcionais.

Treinamento de recrutas, envio deles para missões em outras cidades e Defesa de Covil oferecem diferentes tipos de pausas ao andamento da história. A defesa de covil acontece quando seu status passa a ser notório e você continua chamando a atenção dos guardas. Nesse caso os bizantinos invadem um dos covis dos Assassinos e você deve agir como um mestre, posicionando assassinos e barricadas para conter o avanço dos templários. Bem difícil, requer alguma aptidão para o gênero tower defense.

São novos os modos multiplayer deathmatch – semelhante ao Wanted do Brotherhood mas em cenário bem menor -, o modo Corruption – em que um único jogador começa com o papel de perseguidor e suas vítimas passam a perseguir as vítimas restantes – e um outro modo em que você escolhe livremente qual dos demais jogadores será seu alvo. Os modos Alliance e Advanced Alliance deixam de existir. O multiplayer passou a exigir que a cada alvo designado você conquiste o status de incógnito, para assim ganhar mais pontos pelo assassinato, tornando o jogo mais recompensador para quem tem habilidade e paciência. Os jogadores que cumprem suas missões sem furtividade nenhuma ganham pouquíssimos pontos.

Pontos positivos

  • Cenário belíssimo.
  • Novos modos multiplayer são interessantes.
  • Multiplayer premia jogadores mais habilidosos.
  • Ezio muito bem caracterizado como um homem de meia idade.

Pontos negativos

  • Bombas não acrescentam à jogabilidade.
  • Itens de arquitetura urbana comuns aos demais jogos da séries, mesmo estando em lugares com culturas diferentes.
  • Não explica nadinha sobre os porquês e os depois do final do jogo anterior.
  • Mais um final de jogo totalmente enigmático, que não explica nada do que há por vir, mas ao mesmo tempo, te tira o sono pensando nisso.

Sou suspeito pra falar dessa série, mas acho que foi um jogo muitíssimo bem feito, embora seu roteiro não seja empolgante como o de AC II. É mais do mesmo, mas eu gosto demais.

Recomendo fortemente que assistam a animação Assassin’s Creed: Embers, disponível na PS Store por um punhadinho de doletas, para saber o que acontece com Ezio depois deste jogo. Muito mais bem feita e com história mais legal que aquela porcaria stop motion chata que foi Assassin’s Creed: Ascendance.

Quem mais jogou esse jogo? Tem alguma impressão diferente? Se divertiu com o multiplayer?

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2 Responses to “Assassin’s Creed: Revelations”


  1. 1 Danilo 23/02/2012 às 09:09

    Parabéns pelo review. Posts mais elaborados assim deveriam ter uma área separada no site pra não sumirem de vista com o tempo. 🙂

  2. 2 gcocina 23/02/2012 às 18:48

    Danilo, obrigado pelo elogio e pela sugestão. Adicionei tags às resenhas que escrevi para facilitar a localização.

    Abraço.


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